|
|
|
Iríamos, naquele ano, produzir a versão expositiva no Paço
das Artes e pela primeira vez realizar o FILE Symposium Internacional no SESC
Vila Mariana. Entre constatações e conclusões aos poucos
eu já es-tava voltando para o Brasil.
Cheguei em Frankfurt e fui direto para o hotel descansar.
01.06.2002 FRANKFURT/ RIO DE JANEIRO
O vôo de volta só decolaria a noite. Resolvi conhecer os museus de
Frankfurt e visitar a Manifesta 4, uma Bienal de arte contemporânea de artistas
que residem e tra-balham na Europa que estava em cartaz como uma mostra paralela
à Documenta 11. A exposição estava espalhada por várias
instituições culturais na cidade de Frankfurt. Peguei um trem em
frente ao hotel até o centro da cidade e segui para Kunestverein, Am Römerberg.
Quando cheguei à praça principal, fiquei espantada com a quantidade
de pessoas. Um telão gigante ia passar a final da Copa do Mundo, Brasil
X Alemanha. Quanta alienação minha...
|
|
o Brasil na final e eu atrás de ver arte contemporânea. Os espaços
culturais estavam abertos, mas não tinha uma alma dentro. Fiz as visitas
quase que sozinha, os fun-cionários todos ligados no jogo, parecia até
o Brasil. Os alemães estavam eufóricos, achei que pelo menos o segundo
tempo eu deveria assistir, afinal não é sempre que temos a oportunidade
de viver a vitória na casa dos adversários. A cada ataque do Brasil,
todos os alemães punham a mão na cabeça como se estivessem
deses-perados. Parecia uma performance... o desespero foi crescendo até
todos abaixarem a cabeça e fecharem os olhos com as mãos. O Brasil
era penta campeão. Confesso que apesar de não ligar a mínima
para futebol foi uma sensação muito prazerosa. Senti orgulho de
ser brasileira. Eles festejaram o segundo lugar como se fosse o primeiro, pois
perder na final da Copa do Mundo para o Brasil não é nenhuma vergonha,
chegava até a ser uma honra!
|