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FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA
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A ANARCO-CULTURA
RICARDO BARRETO
VIAJANDO PELAS NOVAS MÍDIAS
PAULA PERISSINOTTO

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Iríamos, naquele ano, produzir a versão expositiva no Paço das Artes e pela primeira vez realizar o FILE Symposium Internacional no SESC Vila Mariana. Entre constatações e conclusões aos poucos eu já es-tava voltando para o Brasil.
Cheguei em Frankfurt e fui direto para o hotel descansar.

01.06.2002 – FRANKFURT/ RIO DE JANEIRO
O vôo de volta só decolaria a noite. Resolvi conhecer os museus de Frankfurt e visitar a Manifesta 4, uma Bienal de arte contemporânea de artistas que residem e tra-balham na Europa que estava em cartaz como uma mostra paralela à Documenta 11. A exposição estava espalhada por várias instituições culturais na cidade de Frankfurt. Peguei um trem em frente ao hotel até o centro da cidade e segui para Kunestverein, Am Römerberg. Quando cheguei à praça principal, fiquei espantada com a quantidade de pessoas. Um telão gigante ia passar a final da Copa do Mundo, Brasil X Alemanha. Quanta alienação minha...

 

o Brasil na final e eu atrás de ver arte contemporânea. Os espaços culturais estavam abertos, mas não tinha uma alma dentro. Fiz as visitas quase que sozinha, os fun-cionários todos ligados no jogo, parecia até o Brasil. Os alemães estavam eufóricos, achei que pelo menos o segundo tempo eu deveria assistir, afinal não é sempre que temos a oportunidade de viver a vitória na casa dos adversários. A cada ataque do Brasil, todos os alemães punham a mão na cabeça como se estivessem deses-perados. Parecia uma performance... o desespero foi crescendo até todos abaixarem a cabeça e fecharem os olhos com as mãos. O Brasil era penta campeão. Confesso que apesar de não ligar a mínima para futebol foi uma sensação muito prazerosa. Senti orgulho de ser brasileira. Eles festejaram o segundo lugar como se fosse o primeiro, pois perder na final da Copa do Mundo para o Brasil não é nenhuma vergonha, chegava até a ser uma honra!