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avaliar quais são as necessidades urgentes do Brasil para alavancar
a produção e a apreciação da arte tecnológica
brasileira.
No meu ponto de vista, duas são as necessidades bá-sicas e fundamentais.
Primeiro: a existência de uma Uni-versidade que assuma de forma verdadeira
a arte tecnológica em seu currículo. Segundo: a formação
de uma categoria específica (Novas Mídias ou Midiarte), para avaliar
os projetos que envolvem as pesquisas de arte tecnológica. As duas são
igualmente necessárias e uma depende da outra. Por quê?
Para que exista essa nova categoria no ministério e nas secretarias estadual
e municipal de cultura, é necessário haver também quadros
competentes para decidir as questões e avaliar os projetos que surgem dentro
desse contexto. Esses quadros de decisão surgirão de escolas que
por sua vez devem formar tais profissionais. Hoje, não temos nenhuma escola
que enfoque exclusivamente a arte tecnológica e que tenha um caráter
de pesquisa.
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Nem na área prática, nem na área teórica. Para
o artista ou a entidade que tem um projeto de arte tecnológica, não
há a categoria adequada para buscar um patrocínio. Eles são
obrigados a tentar encaixar seus projetos nas categorias de artes plásticas
ou de áudio-visual. Muitas vezes os profissionais que decidem em ambas
não estão aptos para avaliar as propostas de arte tecnológica,
difi-cultando assim a sua evolução. No atual momento his-tórico,
está em questão muito mais a vontade política do que verba
propriamente dita.
Ainda existem países na Europa que sofrem essas mesmas dificuldades. Até
o ano de 2002, a Bélgica ainda não tinha conquistas efetivas neste
sentido, enquanto a Áustria já usufrui de sete Universidades que
oferecem e formam os profissionais da midiarte. A Alemanha tem dez Universidades...
Com todas essas questões na cabeça já era momento de cair
na real e retomar o trabalho inten-so que me aguardava no Brasil. O FILE 2002
estava em pleno vapor.
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