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FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA
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A ANARCO-CULTURA
RICARDO BARRETO
VIAJANDO PELAS NOVAS MÍDIAS
PAULA PERISSINOTTO

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14.06.2002 – 06:27 – BERLIM STADTBAHN/ COLÔNIA
Dei uma passagem rápida em Colônia para visitar a KHM, “Kunsthochschule für Medien”, Academia de Midiarte. Fui recebida, em Colônia, pela Profª. Drª. Marie-Luise Angerer que muito gentilmente percorreu comigo todos os espaços da escola KHM. Desde 1990, a KHM é a pri-meira escola na República Federal da Alemanha a incor-porar todas as áreas do audio-visual e das novas mídias em seu currículo. É financiada pelo governo federal. Fica distribuída em vários prédios num mesmo bairro de Colônia. Tem laboratórios equipados com computadores de última geração que ficam abertos 24 horas, com téc-nicos a disposição dos alunos. As instalações têm as-pecto de ateliê, sem a rigidez germânica de organização, um clima descontraído e criativo. Um sonho para artistas da área.
No mesmo dia segui para Karlshue.

 

15.06.2002 – KARLSRUHE – ZKM
O ZKM, centro de arte midiática, situado em Karlshue, na Alemanha, tem como objetivo produzir e expor a arte tecnológica. É um núcleo de pesquisa que envolve artis-tas, engenheiros e programadores. Estava em exibição, na época, o acervo e a exposição Iconclash, com curado-ria de Peter Weibel. Em 1999, estive no ZKM e o acervo era praticamente o mesmo. Agora era possível fazer uma visita virtual ao centro através de uma VR que comporta multi-usuários, similar à obra dos Imateriais, exibida no FILE 2001.
As grandes atrações continuam sendo: Beyond Pages, 1995 de Massaki Fujihata, a obra de Christa Sommerer e Laurent Migonou, a de Jeffrey Shaw, o Portrait Nº1 de Luc Courchesne, a instalação Telekonferenz, 1997 de Paul Sermon... Sem novas pesquisas. Por quê? Parece que a logística requerida para o desenvolvimento de novas pesquisas não é simples nem mesmo para os alemães. Três anos se passaram e quase não houve mudanças no acervo das novas mídias.