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FESTIVAL INTERNACIONAL DE LINGUAGEM ELETRÔNICA
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A ANARCO-CULTURA
RICARDO BARRETO
VIAJANDO PELAS NOVAS MÍDIAS
PAULA PERISSINOTTO

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A obra de David Small remete a “Beyond Pages”, 1995 de Masaki Fujihata. O artista criou em 1995, no ZKM, um ambiente interativo: uma mesa, uma cadeira e uma luminária dispostas em uma sala. A imagem é projetada no livro que estava em cima da mesa, e ao lado, uma caneta. Com a caneta o visitante mudava as páginas do livro podendo acompanhar várias seqüências das imagens, como a de uma maçã sendo mordida do início ao fim. Se a luminária em cima da mesa fosse acendida, a maçaneta da porta projetada se abria e acio-nava uma vídeo-projeção. Parte dessa obra foi exibida no MAM, Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 2000.
A pesquisa que envolve o universo estético e tecnológico é complexa, custa muito dinheiro e pode-se levar anos ou décadas para que de fato haja inovações estéticas bem resolvidas. A complexidade e a solução da obra de Fujihata produzida em 1995 cria uma certa expectativa quando uma nova proposta é realizada sete anos depois.

 

Quanto tempo é necessário para a inovação de tais pes-quisas? Para onde nos levará tal evolução? Como serão as obras de arte do futuro?
Não poderia deixar de citar, dentro desta visão tecno-lógica, a obra Q4U, 2001-2002, do artista chinês, Feng Mengo. Uma realidade virtual para multi-usuários e cujo objetivo é sempre matar a figura que é a imagem do próprio artista. Tomadas de desempenho interativo da Internet, três telas de projeções, três terminais de computadores conectados à Internet montam a insta-lação que também pode ser acessada on-line na página do artista na Internet. Com uma programação sofisticada, de linguagem usada para jogos “Quake”, a estética da obra é a da violência do videogame. Uma estética difícil com uma poesia diferente, muito diferente das referências às quais as artes visuais estão habituadas. Será este um dos caminhos das futuras obras de arte?