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alternadamente dentro de uma seqüência. A instalação
de Mona Hatoum tem um funcionamento autônomo, não há interação
com o espectador. A vida e a dinâmica desta obra é o circuito programado
para o sistema do seu funcionamento criado pela própria artista. Ainda
nesse formato das instalações, outra obra que chamou a atenção
foi a Articulés-Desarticulés, 2001-2002, de Annette
Messager. Os bichos de pano da artista ganharam roldanas e pesos que se articulam
e criam uma coreografia para um trapézio de bichos de pelúcia. Todos
os bichos se mexem num dado momento. O mo-vimento de um aciona o outro criando
uma dinâmica pró-pria, enquanto um sobe, o outro desce, o outro levanta
uma pata e assim o espectador pode passar horas as-sistindo a uma infinidade de
possibilidades de uma en-genharia de articulações. As cores, as
formas e a ma-quinaria dão à obra uma estética própria.
Sem fazer uso da eletrônica, o processo
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criativo da obra de Annette Messager foi baseado em um sistema mecânico
que remete às obras de Jean Tinguly.
Já com uma abordagem diferente, fazendo uso do com-putador, a obra The
Illuminated Manuscript 2002, de David Small, nascido em Manchester, EUA,
chamou atenção por ser uma das únicas obras interativas.
Um livro fixado em um quarto espartano. Tipografia projetada virtualmente é
impressa nas páginas em branco que através de um projetor de vídeo
e de sensores embutidos nas páginas informam ao computador quando as páginas
são viradas e permitem ao visitante combinar e manipular o texto em cada
página. Ao tocar em algumas partes desse conteúdo projetado, muda-se
o texto dando ao livro uma nova textura. O conceito do livro aborda uma composição
das quatro liberdades liberdade de ex-pressão, de religião,
de medo e de desejo. Cada página do livro branco explora um texto diferente
no tópico da liberdade.
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