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A interatividade é uma questão que caracteriza as discussões
pertinentes à situação da arte no momento em que vivemos,
o início do século XXI. As mídias con-temporâneas ampliaram
a função da comunicação entre o artista e o espectador
criando uma relação de interação que não pode
ser desconsiderada. O modo como essa comunicação interativa vem
transformando a essência e a função da arte e da cultura são
questões que ainda criam uma inquietude típica do mundo artístico
contem-porâneo. Entende-se por interatividade a participação
do espectador em sua relação com a obra, tanto quanto a dinâmica
de sistemas criados por artistas capazes de gerar uma interação
da obra com ela mesma.
O objetivo da visita foi avaliar a quantidade e a qualidade de trabalhos que poderiam
ser incluídos nesta nova categoria chamada de novas mídias ou midiarte,
ou seja, obras que fazem uso de ferramentas ou de sistemas inéditos surgidos
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principalmente com o uso do compu-tador e das novas tecnologias e que foram
absorvidos pela Documenta 11.
Uma obra produzida dentro dessa concepção, não preci-sa necessariamente
estar dentro ou ter sido criada com o auxílio de um computador. A utilização
de sistemas autônomos, mecânicos, eletrônicos, robóticos
e outros também caracteriza as obras incluídas em tal catego-ria.
O desafio em dar vida própria para a obra, seja por meio da linguagem binária,
de sistemas cibernéticos
ou de sistemas robóticos tem como exemplo, a obra Homebound
2000 de Mona Hatoum, nascida em Beirute em 1952, que pode ser considerada
uma obra tecnológica de caráter experimental com sistemas de baixa
tecnologia. A artista criou um circuito elétrico que através de
timers e de seqüenciais deu forma a um ambiente preenchido por
utensílios domésticos (panelas, pratos, mesas, etc) conectados por
lâmpadas que se acendem
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